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O gado geneticamente modificado com DNA humano pode ser a cura do ebola.


O gado geneticamente modificado com DNA humano pode ser a cura do ebola. Vacas geneticamente modificas.

Em uma fazenda em Sioux Falls, Dakota do Sul, EUA, um rebanho de bovinos clonados geneticamente modificados está encubando anticorpos contra o vírus do Ebola. Os pesquisadores esperam que os animais produzirão um grande volume de plasma sanguíneo que poderia ser usado para tratar pessoas com o vírus mortal que infectou mais de 21.000 pessoas na África Ocidental e matou 8.500 delas.

“Esses animais produzem níveis muito altos de anticorpos humanos”, disse o presidente e diretor executivo da Sab Biotherapeutics, companhia que desenvolveu os animais, Eddie Sullivan.

Os animais foram modificados geneticamente recebendo DNA humano, de forma que seus corpos não produzam anticorpos bovinos, mas humanos. Os animais foram clonados para fazer um rebanho de animais com DNA humano geneticamente idênticos.

Os animais foram, então, vacinados contra várias doenças mortais como o Ebola. Seus corpos produziram anticorpos em resposta a essas vacinas e a esperança é que esses anticorpos possam ser usados para tratar pessoas com doenças. A abordagem é similar à ideia que está por trás da transfusão de plasma dos sobreviventes do Ebola para os pacientes. Ninguém sabe se isso realmente ajuda, mas estão sendo feitos experimentos na Libéria e no Emory University Hospital em Atlanta para ver se o sangue dos sobreviventes pode estimular a resposta imune no paciente.

O uso de bovinos pode permitir que esse projeto se torne de larga escala. “Desses animais, podemos coletar 30 a 60 litros de plasma por mês. Isso se traduz em algo entre 500 a 1.000 doses humanas por mês por animal”.

Por enquanto, os anticorpos estão sento testados em camundongos. O próximo passo é testar em macacos. Se funcionar, provavelmente será liberado rápido para testes em humanos.

Há muitos questionamentos sobre esse método. Não se sabe se realmente os anticorpos podem ajudar os pacientes com Ebola. Os anticorpos produzidos pela vacinação quase certamente são diferentes dos anticorpos produzidos pela doença – provavelmente, com um alcance mais limitado. Além disso, os anticorpos sozinhos podem não ser suficientes. O sangue contém outras formas de combate a infecções, como células T e outras células do sistema imune, mas os bovinos não produzem sangue humano, de forma que seu plasma não pode ser transferido para pacientes humanos.