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Melhoramento Genético e mudanças de hábitos!


Melhoramento Genético e mudanças de hábitos! Melhoramento

Melhoramento Genético, fazer ou não ?

 

Todos diriam sim, ainda afirmariam que trabalham em prol do melhoramento, mas o grande problema é que cada criador define melhoramento com sua forma de pensar particular, simplista muitas vezes e até mesmo de forma profética. Alguns nunca ouviram falar essa palavra, não querem absorvê-la e tem seu modelo pessoal de crescimento como um modelo de sucesso, independente da forma ou velocidade que esse sucesso tenha ocorrido. Na verdade sucesso também é uma palavra subjetiva, para alguns é um sucesso fazer toda gestão de forma solitária, sem uso de técnicos capacitados, sem uma mão de obra de qualidade, até por quê, isso tudo é muito dispendioso, na mentalidade da grande maioria de criadores, já nós técnicos temos a mania de querer proporcionar maior  lucratividade ao pecuarista, ou seja, que os investimentos desta classe tenham custo benefício positivo, mas essa teimosia técnica, nem sempre é bem assimilada por todos. Um programa de melhoramento, bem seguido, alavancaria ao empresário do campo produzir com excelência, com nível gestor digno dos despojados em melhorar seu índices e resultados, o invernista, entregando produtos melhorados ao frigorífico entre 18 e 24 meses a campo; quem trabalha com cria, vendendo bezerros na desmama com valores acima de 30% do mercado; o criador de genética,  vendendo um tourinho melhorador aos 24 meses mais valorizado, por ter seus números desvendados e anunciados pelos melhoristas aos seus compradores.

Quanto ganho se colocar meus animais num programa de melhoramento? a resposta tecnicamente correta é NADA!. Nada além do prestígio de ser um criador avançado, inovador, que responde as exigências de mercado e das possíveis vantagens dai advindas. Avaliar o mérito genético dos animais é pré requisito, apenas, para o melhoramento. Do uso correto destas informações para a seleção e acasalamentos é que dependerá o sucesso (verdadeiro) dos programas e o retorno econômico para o criador. Há uma categoria de criadores que apenas buscam situações que lhes forneçam maior valor comercial aos seus animais, mesmo que nenhuma seleção (descarte) venha a ser praticada em função da informação gerada pelo programa, ou seja, estão num programa de melhoramento, apenas por marketing, sem um propósito real de seleção, afinal está na moda ser um criador melhorista, mas na verdade, poucos são.

Se você quer melhorar seu plantel, saiba que voçê terá que descartar muitos animais, mensurar todos os jovens na desmama e sobreano e após começar a colher os números do programa de melhoramento, utilizá-los como se fosse uma análise de solo, onde você irá entender o que seu solo precisa e corrigi-lo, sendo assim, você poderá ver o que deve ser descartado e o que sobrar você pode trabalhar para melhorá-lo através de acasalamentos dirigidos, ou uso de touros com bom mérito genético. Sendo assim, você conseguirá rapidamente e conscientemente, modificar os resultados que o seu plantel lhe fornece hoje.

Muitos comentam, mas isso tudo dá muito trabalho !!! Sim, dá muito trabalho mesmo, mas se você não tem mais forças para trabalhar, a melhor forma é vender a fazenda e investir seu dinheiro num ramo menos trabalhoso e confortável, ninguém merece sofrer, a minha sugestão é que voçê saia do mercado e deixe os criadores profissionais, fornecerem a carne do nosso dia a dia, com certeza eles lucrarão muito mais e trabalharão mais felizes. O ramo da pecuária, não sobreviverá somente pelo amor, mas pela gestão competente do criador com amor. Sem uma gestão competente, ninguém faz melhoramento genético, então decida mudar seus hábitos e decentralizar seu poder e procure pessoas capacitadas para dirigir seu negócio e depois colha os lucros, mas lembre-se sem mudança de hábitos a genética fica estagnada e os paradigmas antigos se perpetuam na inoperância de resultados. Ser diferente, é ser competente e sendo assim, esteja sempre antenado.

Juliano Franco de Souza