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Senepol, se firmando mais!!


Senepol, se firmando mais!! Senepol realmente adaptado!!

Senepol a nova raça do Norte do Brasil

 

O Senepol  teve origem no século XVIII, é uma raça bovina resultante do cruzamento de três outras raças, o Red Poll ( raça inglesa), que é um cruzamento entre um gado mocho ( do condado de Sulffolk) e outro vermelho ( do condado de Norffolk), dai a importância do Red Poll, na formação da raça, sendo responsável pela ausência de chifres, pêlo avermelhado e precocidade sexual e de carcaça, características marcantes das raças inglesas. O outro lado da raça vem do bovino senegalês N’Dama, chifrudo e sem cupim, criado no continente africano principalmente por ser resistente à doença do sono, ou seja, da África veio o lado rústico e adaptado ao calor do Senepol.

A precocidade para reprodução e a docilidade do Red Poll se uniu à resistência do N’Dama pela primeira vez em 1918 no arquipélago caribenho de Ilhas Virgens ( região tropical ). Em 1940, a raça já era considerada de sangue puro e em 1954 registrou o nome Senepol, junção de Senegal (país de origem do N’Dama) com o Red Poll.

Uma raça extremamente dócil e adaptada ao clima da região Norte do Brasil o Senepol vem crescendo pela sua qualidade em genética, facilidade em manejo, rendimento de carcaça e principalmente pala qualidade de sua carne. Sua criação no Brasil teve impulso a partir de 1998, quando criadores deram impulso maior na importação de sêmen.

Diferente de todos os taurinos o Senepol tem uma melhor resistência ao calor, pois, apesar do pêlo zero, esse tem menos pêlos também. Sua precocidade é outra qualidade que o diferencia, sua fêmeas entram na reprodução com 15 meses e há machos com 14 meses já cobrindo a vacada. No cruzamento um benefício a ser levado em consideração é a padronização da bezerrada, com a inexistência do chamado descarte.

A pecuária mudou muito e hoje agilidade e eficiência ganham vantagens econômicas para os pecuaristas.

A carne do Senepol tem duas vantagens principais ela é macia e não marmorizada, ou seja, ela não tem gordura entremeada, tem corte fácil, tendo assim, o chamado força de cisalhamento como característica.

O Senepol é uma opção de investimento com grande vantagem para atender o mercado cada vez mais competitivo.

Segundo o Dr. Juliano Franco da empresa Brio embryo “ o Senepol tem incrível rusticidade, realmente fazendo jús a denominação europeu adaptado ( o único que realmente é com precocidade), observei vários animais que pastam ao meio dia, sem nenhum problema de taquicardia, ou respiração ofegante, não procuram sombra nem água para se refrescarem, andam bem, não são animais seletivos, de acordo com o paladar, pelo contrário, observei que o Senepol, não tem paladar, ele come qualquer tipo de gramínea, inclusive as invasoras. Esse fator foi muito impressionante, ao meu ver, pois o animal ajuda a roçar o pasto com o sol a pique. Diante disso tudo, eu mudei completamente a minha opinião sobre essas novas raças que fazem momentos de moda no Brasil e comecei a olhar o Senepol com seu verdadeiro valor, pois ele não fará moda, mas somará muito a genética brasileira em produção de carne e persistirá a sua era, tornando-se uma realidade, como o Nelore traçou, na pecuária nacional. Inclusive o desempenho para cruzamento com Nelore na inseminação, não é tão grande comparado a possibilidade da criação de forma pura, fato totalmente aceitável, onde indico a criação, de forma pura em toda região tropical e equatorial, pois são animais que surpreendem com relação ao estresse térmico, desta forma o rendimento é muito maior, criando o puro do que cruzando esse. O Senepol é a única raça de origem europeia que pode ser criada como os zebuínos, puro com puro, cobrindo a campo, digo isso com propriedade. É surpreendente o desempenho da raça pura a campo. Também, não deixa de ser uma economia, para quem não pode inseminar, mas quer um cruzamento, dessa forma, recomendo, usar a raça no cruzamento, com touros a campo, mas relembrando se o criador puder criar somente o puro, esse ganhará muito, em todos os aspectos. “

 

 

Por Caroline Peixoto e Juliano Franco